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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

REDAÇÃO MOMENTO ESPÍRITA

AMIZADE


Existe uma ciência de cultivar a amizade e construir o entendimento. Como acontece ao trigo, no campo espiritual do amor, não será possível colher sem semear.

Examine, pois, diariamente, a sua lavoura afetiva.

Irrigue-a com a água pura da sinceridade, do perdão, da atenção.

Sem esquecer jamais do adubo do amor, do carinho e do afeto.

Imite o lavrador prudente e devotado, e colherá grandes e precisos resultados.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 121 do livro Vinha de luz, pelo
Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb e em mensagem do
Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, em 28/12/1987, no
Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador – BA.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 1, ed. Fep.
Em 11.1.2013.

O NAUFRAGO
Um rico habitante de Atenas navegava com outros passageiros, quando veio uma forte tempestade.

As ondas tornaram-se gigantes e a embarcação começou a mostrar-se muito instável.

Violentas rajadas de vento estufavam as velas e batiam contra a estrutura de madeira da nau.

O barco aguentou por mais alguns instantes, até que virou repentinamente, atirando os passageiros ao mar.

Enquanto todos os seus companheiros lutavam contra as ondas, procurando se manter vivos, o ateniense não parava de invocar a deusa Atena, prometendo-lhe uma oferenda atrás da outra, se ela o salvasse.

Então, um dos náufragos, que nadava ao seu lado, disse-lhe:
Convoca Atena, mas também conta com teus próprios braços...

* * *

A lição é simples: contar também com nossos próprios braços...

Deus, através de Seus incansáveis trabalhadores, atua incessantemente na Terra, em favor de nossas vidas.

Recebemos proteção, inspiração, consolo aos nossos corações nos momentos difíceis, mas precisamos lembrar que o Criador também atua no mundo através dos homens e de suas forças.

Assim, recebemos as orientações invisíveis, mas elas precisam das nossas ações para se tornarem reais.

Através da oração, dessa elevação de pensamentos em busca de Deus, pedimos auxílio, amparo nas dificuldades que a vida nos apresenta. Mas não podemos esquecer que temos que fazer a nossa parte, com nosso próprio esforço.

Num naufrágio da vida, quando pedimos para sermos salvos, a ajuda Divina virá na forma de ânimo, coragem, alento à nossa alma, força aos nossos braços, que utilizarão dessas injeções de energia para nadar sem parar e, enfim, chegar a algum lugar seguro.

O esforço precisa ser nosso para que possamos crescer. Para que vençamos as dificuldades e nos tornemos, cada dia, mais fortes.

Lembremos da lição do Amigo e Mestre Jesus, dizendo que aquele que perseverar até o fim será salvo, mostrando-nos que a felicidade, a paz, estarão nas consequências de nossa perseverança, na luta contínua por nos tornarmos homens de bem.

Conte sempre com a presença Divina em sua vida, na imagem de um Pai amoroso que faz o possível para ver Seu filho feliz, realizado.

Mas também enxergue esse Pai como um sábio, que tem plena consciência de que Seu rebento necessita crescer por si próprio, empregando suas forças íntimas nas conquistas que deseja alcançar.

* * *

Não se desespere. Compreenda que todo sofrimento tem um propósito bom em seu viver.

É ele que nos faz rever nossos atos do passado, rever nossa maneira de agir, de pensar.

Não desanime. Os momentos de angústia parecem não ter fim, mas eles passam. Eles passam.

Após as grandes tempestades, sempre aparece o céu azul. Tenha certeza disso.



Redação do Momento Espírita, com base em
fábula de Esopo.
Em 5.1.2013

A AMIZADE
Amizade é excelente presença de Deus no relacionamento das almas.

As referências à amizade se encontram desde o Antigo Testamento. É dito que quem encontrou um amigo possui um tesouro.

É Jesus que nos dá o exemplo da preciosa amizade. Compulsando os Evangelhos, nós O vemos rodeado pela multidão. Servindo. Curando. Amparando. Ensinando.

Mas, nas noites estreladas, é na casa de Simão Pedro, em Cafarnaum, que Ele distribui as lições mais íntimas.

Para o Seu colegiado, para aqueles homens que haviam deixado suas famílias, suas vidas, para viver uma nova vida, Ele oferece a Sua amizade.

Compartilha Sua vida com eles. Não prescinde dos amigos.

Quando ia a Jerusalém, por lhe ser hostil a cidade, buscava refúgio na casa dos amigos de Betânia: Lázaro, Marta e Maria.

Dedica-se aos amigos. Quando Lázaro adoece, as irmãs o mandam chamar nas distâncias da Pereia. Dois dias de viagem até Betânia. E o amigo vem.

Retira Lázaro das sombras do túmulo, pois que não estava morto. Somente em estado letárgico. Devolve-o à convivência da família pela qual Ele nutre amizade.

Quando adentra a cidade de Jericó e avista Zaqueu, o publicano, sobre a árvore, Ele o olha e diz: Desce depressa. Porque hoje tenho de hospedar-me em tua casa.

Poderia dar a lição do Reino dos Céus ali mesmo. Afinal, o homem estava à espera dEle. Contudo, o Mestre faz questão de demonstrar a importância da amizade. Tenho de hospedar-me em tua casa.

Zaqueu prepara um banquete. O melhor, para o amigo que o acabara de conquistar.

Na ceia derradeira, Ele diz aos Apóstolos reunidos: Vós sois meus amigos... Já não vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo aquilo que ouvi de meu pai.

Após a sua morte, é um amigo, José de Arimateia, que vai ter com Pilatos e requer o corpo de Jesus.

Receava que O lançassem a alguma vala comum. Como restassem apenas poucas horas antes do pôr-do-sol, ele oferece o seu próprio sepulcro novo para jazigo do corpo de Jesus.

Outro amigo de Jesus, Nicodemos, quis prestar ao Mestre um derradeiro serviço. Providenciou que se comprassem cem libras de essências odoríferas e um grande lençol de linho precioso para embalsamar-lhe o corpo.

* * *

Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida.

O amigo verdadeiro é, sempre, o emissário da ventura e da paz.

O amigo verdadeiro ampara nas horas tristes. Alegra-se com as alegrias do outro. Nada exige. Não impõe condições. Aceita o outro como ele se apresenta.

Se algo descobre de mau, desagradável, no outro, sugere, aconselha, sem imposição.

A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.

Nos trâmites da Terra, a amizade leal é a mais formosa modalidade de amor fraterno, que santifica os impulsos do coração nas lutas mais dolorosas e inquietantes da existência.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. Juventude e amizades,
do livro Cântico da juventude, pelo Espírito Ivan de Albuquerque, psicografia
de José Raul Teixeira, ed. Fráter; no item 174, do livro O consolador, pelo
Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb e no
cap. 12, do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de
Francisco Cândido Xavier, ed. Cec.
Em 9.1.2013.
ELE, O CRISTO
Fez-se humano, Ele que é luz estelar, para que pudesse entre nós trafegar e cantar o Seu verbo de luz.

Fez-se simples, Ele que conhece e compreende toda a complexa e grandiosa estrutura do Universo e as Leis do Criador.

Exemplificou a humildade, mesmo tendo em Suas mãos o destino de todo o planeta.

Quando tantos esperavam o conquistador, Ele veio ser servo de todos, amparando as mazelas humanas, curando as feridas da alma, sustentando as necessidades do Espírito.

Quando muitos queriam o Messias Rei, Ele se fez operário, filho de carpinteiro, vindo de um vilarejo simples, quase desconhecido, para que Seu verbo de luz conquistasse os corações.

Quando outros anelavam pelas conquistas terrenas, pelos tesouros que brilham aos olhos, Ele apontava para as riquezas da alma.

Quando muitos elegiam a beleza, a fama, as ilusões do mundo, Ele estava com os coxos, leprosos, cegos e estropiados, do corpo e da alma, mostrando a transitoriedade da vida física.

Quando tantos se perdiam em tradições e regras vazias, Ele dava novo significado às coisas e aos atos, ensinando que o exterior nada significa se não reflete o mundo interior, esse sim, de grande importância.

Trafegava entre poderosos, ricos e intelectuais, mas também entre os simples, os analfabetos e os pobres, pois via a todos como almas em evolução, Seus irmãos, filhos de Deus.

Se tantos elegiam as armas, a guerra e a morte como ferramentas de conquista e usurpação, Ele veio conquistar o mundo, sem nada usurpar, falando e vivenciando o amor, na sua mais alta expressão.

Se à época foi incompreendido, preterido ou ignorado por muitos, não foram poucos aqueles que se deixaram tocar pela Sua presença, e nunca mais voltaram a ser os mesmos.

Naqueles dias, grassava a violência, a barbárie e as injustiças. Não muito diferente dos dias de hoje.

Naqueles dias, o poder, o dinheiro e as glórias externas eram o desejo e ambição dos homens. Tal e qual nos dias que hoje transcorrem.

Se a tecnologia, filha do intelecto, transformou o mundo, nós ainda continuamos praticamente os mesmos.

O amor, filho do coração, ainda aguarda espaço para surgir em nós e nos transformar intimamente, para que o mundo então se transforme efetivamente.

Somos todos nós ainda, os cansados e aflitos que Ele aguarda, pacientemente, para nos amparar.

Somos ainda os estropiados, não do corpo, mas da alma, necessitados dEle para a nossa cura definitiva.

Somos aqueles, de alma sofrida, pelas opções infelizes que fizemos, agora sedentos da Sua paz.

E ainda hoje Ele nos aguarda, para que, cansados das ilusões da vida, possamos tê-lO efetivamente, como o Caminho, a Verdade e a Vida.

* * *

Jesus Cristo é sempre a melhor resposta para todas as nossas necessidades, anseios e carências.
Como há mais de dois mil anos, Ele prossegue como o pastor fiel, o jardineiro das almas, nosso Mestre e Senhor.

Não nos percamos nos labirintos do mundo, entre a incerteza e a solidão. Entreguemos nossas vidas ao amor não amado e sintamos os benefícios da Sua presença em nós.

Façamos isso.

Redação do Momento Espírita.
Em 29.12.2012.


Grandes homens, grandes gestos

Ela era uma garota como tantas outras da sua idade. Alimentava os sonhos com os raios da esperança dos seus onze anos incompletos.

Feliz, vivia entre o carinho dos pais no lar, as travessuras com os irmãos, a escola e o círculo de amigos.

Um dia, contudo, sentiu-se muito mal e foi levada ao hospital. Depois de dias de internamento, exames especializados e muita medicação, veio o diagnóstico: ela era portadora de câncer nos pulmões.

Os médicos pensaram em submetê-la a uma cirurgia para extração dos nódulos cancerígenos, mas verificaram ser inviável.

Começaram, então, as sessões incômodas de quimioterapia. Vendo-a definhar, a olhos vistos, os pais imaginaram que a criança poderia ter algum grande desejo que deveria ser realizado, antes de sua morte.

E ela tinha um grande sonho, sim. Era conhecer a Casa Branca, na capital americana. Os pais procuraram uma agência, dessas do tipo Ilha da Fantasia, que se esmera em realizar sonhos das pessoas e conseguiram, afinal, que a pequena visitasse a Casa Branca.

Já bastante debilitada pela enfermidade, ela foi conduzida pelos pais, em uma cadeira de rodas até a Casa Branca.

Adentrou-a, emocionada. Era dali, daquele local que emanavam as ordens, as leis que regiam a grande nação americana.

Ela visitou várias salas, sendo-lhe explicado o que acontecia em cada uma delas. Até que, finalmente, chegaram ao salão oval.

Ela não se cansava de admirar cada detalhe e seus olhos brilhavam na face pálida e cansada. Por alguns instantes, seus pais a deixaram a sós.

Então, uma porta especial se abriu e um homem de passos firmes caminhou até ela. Quando chegou bem à sua frente, ajoelhou-se e lhe tomou as mãos miúdas entre as suas.
Os olhos claros e profundos do homem ajoelhado penetraram os da pequena doente que, ao descobrir que se encontrava frente ao Presidente dos Estados Unidos, abriu os lábios num sorriso trêmulo e balbuciou:

Senhor Presidente, é uma honra conhecer o senhor.

Ao que ele, com a voz tomada pela emoção, respondeu:

De forma nenhuma. A honra é toda minha em conhecer uma jovem americana tão corajosa como você. Você tem apenas onze anos e na sua dificuldade de saúde está dando uma grande lição de coragem e de civismo.

* * *

Todos os grandes homens sabem avaliar com exatidão a importância dos pequenos gestos. Todos os grandes homens administram, de tal forma, o seu tempo que podem dispor de alguns minutos para atender um sonho infantil, saciar um grande desejo de uma garotinha prestes a morrer.

Todos os grandes homens conhecem a importância das pequenas coisas.

Foi por esse motivo que Jesus, o Mestre Incomparável, para as Suas lições magistrais, se serviu das coisas pequenas, muitas vezes esquecidas, como a erva do campo, os lírios, moedas, ovelhas, redes e peixes.

E testificou a Sua grandeza acarinhando as crianças do povo, num final de tarde inesquecível,
atraindo-as para Si e pedindo: Deixai vir a mim as criancinhas.



Redação do Momento Espírita, com base em
documentário televisivo de 15.03.2001.
Em 27.12.2012.

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