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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

MENSAGENS DO MOMENTO ESPÍRITA










Filho do Universo


Eis as linhas de um manuscrito encontrado numa igreja em Boston, por volta do ano de 1644.
“Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível, sem humilhar-se, viva em
harmonia com todos os que o cercam.
Fale a sua
verdade mansa e calmamente e ouça os outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes – eles também têm sua própria história.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores.
Você merece estar aqui e mesmo que você não possa
compreender, a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.
Evite as
pessoas agressivas e transtornadas, elas afligem nosso espírito.
Se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém
inferior e alguém superior a você. Viva intensamente o que já pode realizar.
Mantenha-se interessado em s
eu trabalho, ainda que humilde – ele é o que de real existe ao longo do tempo.
Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na des
crença a virtude existirá sempre.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores.
Você merece estar aqui, e mesmo que ainda não possa
compreender, a terra e o universo vão cumprindo seu destino.
Muita gente luta por altos ideais e em toda p
arte a vida está cheia de heroísmos.
Seja você mesmo, principalmente, não simule afeição, nem seja descrente do
amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto, ele é tão perene como a relva.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores.
Você merece estar aqui, e mesmo que ainda não possa
compreender, a terra e o universo vão cumprindo seu destino.
Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas seja compreensível com os impulsos inova
dores da juventude.
Alimente a
força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários – muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
E a despeito de uma rotina rigorosa, seja gentil consigo mesmo. Portanto esteja em paz com D
eus, como quer que você o conceba. E quaisquer sejam seus trabalhos e aspirações na fatigante jornada da vida, mantenha em paz a própria consciência.
Acima da falsidade, dos desencantos e agruras, o mundo ainda é bonito – seja prudente.”

Sentir-se filho do universo, é sentir-se seguro, sabendo que uma
força maior rege nossas vidas, nossas relações, através de leis perfeitas e justas.
Sentir-se irmão das estrelas e das árvores é
perceber-se parte de uma natureza sublime, grandiosa, que guarda em seu íntimo objetivos maravilhosos.
E um dia, há muitos e muitos anos, um Sublimado Irmão das estrelas e das árvores, falou exatamente sobre isso dizendo:
“Não vos inquieteis por saber onde achareis o que comer para sustento da vossa vida, nem de onde tirareis vestes para cobrir o vosso corpo. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que as vestes?
Observai os pássaros do
céu: não semeiam, não ceifam, nada guardam em celeiros; mas, vosso pai celestial os alimenta. Não sois muito mais do que eles? E qual, dentre vós, o que pode, com todos os seus esforços, aumentar de um côvado a sua estatura?
Por que, também, vos inquietais pelo vestuário? Observai como crescem os lírios dos campos: não trabalham, nem fiam; entretanto,
eu vos declaro que nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Ora, se Deus tem o cuidado de vestir dessa maneira a erva dos campos, que existe hoje e amanhã será lançada na fornalha, quanto maior cuidado não terá em vos vestir, ó homens de pouca !”


















Nunca Desista de Seu Filho


Um tipo está se tornando comum nas famílias de hoje: aquele jovem de cabelos caídos sobre os olhos, calças largas com o fundo na altura dos joelhos, camisa folgada e o olhar voltado para o chão.
Num estranho paradoxo, ao tempo em que não quer ser notado, chama
atenção pela forma de se vestir e se comportar.
Afinal de contas, como entendê-los? Como se aproximar desse jovem que tenta se isolar do mundo embora se movimente em meio aos demais familiares?
Ele quase não fala. Emite monossílabos, afirmando ou negando, quando questionado sobre algum assunto que lhe diz respeito.
Embora difíceis de entender e de amar, são jovens que de alguma forma estão pedindo socorro, desejam que alguém os ajude a sair da concha na qual se colocaram na tentativa de fugir da
realidade.
Apesar da situação difícil, os pais conscientes não deixam de semear no solo da
inteligência deles e esperam que um dia suas sementes germinem.
Durante a espera pode haver desolação, mas, se as sementes são boas, um dia germinarão, mesmo que os filhos tomem o caminho das drogas, desrespeitem a vida e não parem em empr
ego algum.
Talvez alguns pais estejam vivendo uma situação dessas.
S
eus filhos estão vivendo profundas crises. Eles recusam um tratamento e são indiferentes às lágrimas das pessoas que os amam.
O que fazer, então? Desistir deles? Certamente não, mas comportar-se como o pai do filho
pródigo.
O filho desistiu do pai, mas o pai nunca desistiu do filho.
O filho partiu, mas o pai aguardou. O pai esperava diariamente que ele aprendesse na escola da vida as lições que não aprend
eu com seus conselhos amorosos.
Por fim, a grande vitória. A
dor rompeu a casca das sementes que o pai plantou e lapidou silenciosamente a personalidade do filho.
Ele voltou. Adquiriu profundas cicatrizes na
alma, mas estava mais maduro e experiente. O pai não condenou o filho injusto, mas fez-lhe uma grande festa.
Ninguém compreend
eu. Mas não é necessário, pois o amor é incompreensível.
Seguindo o exemplo do pai do filho
pródigo, citado na parábola, jamais deveremos abandonar a batalha da educação.
Podemos chorar, mas jamais desanimar.
Podemos nos ferir, mas jamais deixar de lutar.
Devemos ver o que ninguém vê. Enxergar um tesouro so
terrado nas rústicas pedras do coração dos nossos filhos indiferentes.
Nunca desista de s
eu filho!
Quanto mais rebelde, mais necessita do s
eu aconchego.
É sempre
bom lembrar que sob essa aura de rebeldia do jovem ou do adolescente, tem uma criança frágil pedindo socorro.
Se os pais desistirem dele, quem lhe dará
atenção e carinho?
Quem irá recebê-lo quando, um dia, açoitado pelas tempestades da vida ele retornar, sofrido, com profundas cicatrizes na
alma, mas ainda menino?
Sim, aquele menino que um dia você segurou nos braços com tanta ternura...
Pense nisso, e nunca desista de s
eu filho!













Meu Filho e as Manhãs


Hoje pela manhã, como de costume, antes de sair para trabalhar, visitei o quarto de m
eu filho.

Considero uma espécie de ritual sagrado de todas as manhãs: chegar
bem perto de seu berço, ajeitar sua coberta com cuidado, aninhá-lo com carinho para que não se descubra.

Passo então minhas mãos, algumas vezes, sobre s
eus cabelos macios, e digo em pensamento: “Como eu te amo!”

Ele nor
malmente se move com suavidade, como se reagisse de alguma forma ao estímulo externo durante o sono.

Continua ali, em silêncio, em paz, preparando s
eu corpinho e sua alma para mais um dia de descobertas felizes.

Despeço-me, procurando não fazer ruídos, e saio porta afora com a
alma leve, pronto para enfrentar mais um dia no mundo.

Da próxima vez que o vir, mais tarde, ele já estará desperto, correndo pela casa, brincando com s
eus carrinhos, e irá me conceder mais uma alegria: a de receber seu sorriso, que sem dizer nada, diz tudo.

Por mais que alguns dias sejam difíceis, por mais que as batalhas sejam ferrenhas e desgastantes, tudo se ac
alma, tudo se conforta naquele sorriso.

Os sorrisos de criança têm um poder quase mágico, e os de nossos filhos mais ainda.

Eles parecem querer nos fazer
perceber que, por mais que a vida seja tormentosa, cheia de pequenos e grandes espinhos que provocam dor, muita alegria ainda existe.

Por mais que neste exato instante existam “n”
pessoas desejando não mais viver, se enfraquecendo nas lutas, desejando desistir, existem outras tantas almas agradecendo pela vida, num júbilo contagiante.

E tenho certeza de que “ser pai” é mais um desses motivos de
alegria plena, de gratidão a Deus, e mais uma das muitas razões que temos para continuar sempre, sem desistir.

M
eu filho e as manhãs me ensinam sempre esta lição preciosa, a da renovação, do renascimento da água e do Espírito.

Muitos pais se queixam de não terem visto s
eus filhos crescerem.

Passa tão rápido! Não me lembro mais! – são expressões que ouv
imos com frequência.

Será que estamos atentos aos nossos filhos como deveríamos estar? Será que passa tão rápido assim, a ponto de guardarmos tão poucas lembranças?

Ou há alguma coisa errada com o tempo, ou há alguma coisa errada conosco.

Seria tão
bom poder ouvir de um pai, de uma mãe: Lembro-me de cada nova conquista, de cada dia da infância, de cada nova palavra...

Seria tão
bom poder ouvir: Curti cada dia ao seu lado, meu filho, quando você era pequenino, como se fosse o último. Não perdi oportunidade alguma junto a você.

Aproveitemos o tempo junto a eles, em qualquer idade, em qualquer condição de vida.

Curtamos a
existência ao seu lado, anotando no coração cada beleza, cada nova descoberta, tirando fotografias com a alma – registrando no íntimo do ser cada sorriso em seu rosto.


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