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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

REDAÇÃO MOMENTO ESPÍRITA

AMIZADE


Existe uma ciência de cultivar a amizade e construir o entendimento. Como acontece ao trigo, no campo espiritual do amor, não será possível colher sem semear.

Examine, pois, diariamente, a sua lavoura afetiva.

Irrigue-a com a água pura da sinceridade, do perdão, da atenção.

Sem esquecer jamais do adubo do amor, do carinho e do afeto.

Imite o lavrador prudente e devotado, e colherá grandes e precisos resultados.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 121 do livro Vinha de luz, pelo
Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb e em mensagem do
Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, em 28/12/1987, no
Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador – BA.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 1, ed. Fep.
Em 11.1.2013.

O NAUFRAGO
Um rico habitante de Atenas navegava com outros passageiros, quando veio uma forte tempestade.

As ondas tornaram-se gigantes e a embarcação começou a mostrar-se muito instável.

Violentas rajadas de vento estufavam as velas e batiam contra a estrutura de madeira da nau.

O barco aguentou por mais alguns instantes, até que virou repentinamente, atirando os passageiros ao mar.

Enquanto todos os seus companheiros lutavam contra as ondas, procurando se manter vivos, o ateniense não parava de invocar a deusa Atena, prometendo-lhe uma oferenda atrás da outra, se ela o salvasse.

Então, um dos náufragos, que nadava ao seu lado, disse-lhe:
Convoca Atena, mas também conta com teus próprios braços...

* * *

A lição é simples: contar também com nossos próprios braços...

Deus, através de Seus incansáveis trabalhadores, atua incessantemente na Terra, em favor de nossas vidas.

Recebemos proteção, inspiração, consolo aos nossos corações nos momentos difíceis, mas precisamos lembrar que o Criador também atua no mundo através dos homens e de suas forças.

Assim, recebemos as orientações invisíveis, mas elas precisam das nossas ações para se tornarem reais.

Através da oração, dessa elevação de pensamentos em busca de Deus, pedimos auxílio, amparo nas dificuldades que a vida nos apresenta. Mas não podemos esquecer que temos que fazer a nossa parte, com nosso próprio esforço.

Num naufrágio da vida, quando pedimos para sermos salvos, a ajuda Divina virá na forma de ânimo, coragem, alento à nossa alma, força aos nossos braços, que utilizarão dessas injeções de energia para nadar sem parar e, enfim, chegar a algum lugar seguro.

O esforço precisa ser nosso para que possamos crescer. Para que vençamos as dificuldades e nos tornemos, cada dia, mais fortes.

Lembremos da lição do Amigo e Mestre Jesus, dizendo que aquele que perseverar até o fim será salvo, mostrando-nos que a felicidade, a paz, estarão nas consequências de nossa perseverança, na luta contínua por nos tornarmos homens de bem.

Conte sempre com a presença Divina em sua vida, na imagem de um Pai amoroso que faz o possível para ver Seu filho feliz, realizado.

Mas também enxergue esse Pai como um sábio, que tem plena consciência de que Seu rebento necessita crescer por si próprio, empregando suas forças íntimas nas conquistas que deseja alcançar.

* * *

Não se desespere. Compreenda que todo sofrimento tem um propósito bom em seu viver.

É ele que nos faz rever nossos atos do passado, rever nossa maneira de agir, de pensar.

Não desanime. Os momentos de angústia parecem não ter fim, mas eles passam. Eles passam.

Após as grandes tempestades, sempre aparece o céu azul. Tenha certeza disso.



Redação do Momento Espírita, com base em
fábula de Esopo.
Em 5.1.2013

A AMIZADE
Amizade é excelente presença de Deus no relacionamento das almas.

As referências à amizade se encontram desde o Antigo Testamento. É dito que quem encontrou um amigo possui um tesouro.

É Jesus que nos dá o exemplo da preciosa amizade. Compulsando os Evangelhos, nós O vemos rodeado pela multidão. Servindo. Curando. Amparando. Ensinando.

Mas, nas noites estreladas, é na casa de Simão Pedro, em Cafarnaum, que Ele distribui as lições mais íntimas.

Para o Seu colegiado, para aqueles homens que haviam deixado suas famílias, suas vidas, para viver uma nova vida, Ele oferece a Sua amizade.

Compartilha Sua vida com eles. Não prescinde dos amigos.

Quando ia a Jerusalém, por lhe ser hostil a cidade, buscava refúgio na casa dos amigos de Betânia: Lázaro, Marta e Maria.

Dedica-se aos amigos. Quando Lázaro adoece, as irmãs o mandam chamar nas distâncias da Pereia. Dois dias de viagem até Betânia. E o amigo vem.

Retira Lázaro das sombras do túmulo, pois que não estava morto. Somente em estado letárgico. Devolve-o à convivência da família pela qual Ele nutre amizade.

Quando adentra a cidade de Jericó e avista Zaqueu, o publicano, sobre a árvore, Ele o olha e diz: Desce depressa. Porque hoje tenho de hospedar-me em tua casa.

Poderia dar a lição do Reino dos Céus ali mesmo. Afinal, o homem estava à espera dEle. Contudo, o Mestre faz questão de demonstrar a importância da amizade. Tenho de hospedar-me em tua casa.

Zaqueu prepara um banquete. O melhor, para o amigo que o acabara de conquistar.

Na ceia derradeira, Ele diz aos Apóstolos reunidos: Vós sois meus amigos... Já não vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor. Mas chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo aquilo que ouvi de meu pai.

Após a sua morte, é um amigo, José de Arimateia, que vai ter com Pilatos e requer o corpo de Jesus.

Receava que O lançassem a alguma vala comum. Como restassem apenas poucas horas antes do pôr-do-sol, ele oferece o seu próprio sepulcro novo para jazigo do corpo de Jesus.

Outro amigo de Jesus, Nicodemos, quis prestar ao Mestre um derradeiro serviço. Providenciou que se comprassem cem libras de essências odoríferas e um grande lençol de linho precioso para embalsamar-lhe o corpo.

* * *

Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida.

O amigo verdadeiro é, sempre, o emissário da ventura e da paz.

O amigo verdadeiro ampara nas horas tristes. Alegra-se com as alegrias do outro. Nada exige. Não impõe condições. Aceita o outro como ele se apresenta.

Se algo descobre de mau, desagradável, no outro, sugere, aconselha, sem imposição.

A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim.

Nos trâmites da Terra, a amizade leal é a mais formosa modalidade de amor fraterno, que santifica os impulsos do coração nas lutas mais dolorosas e inquietantes da existência.



Redação do Momento Espírita, com base no cap. Juventude e amizades,
do livro Cântico da juventude, pelo Espírito Ivan de Albuquerque, psicografia
de José Raul Teixeira, ed. Fráter; no item 174, do livro O consolador, pelo
Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb e no
cap. 12, do livro Sinal verde, pelo Espírito André Luiz, psicografia de
Francisco Cândido Xavier, ed. Cec.
Em 9.1.2013.
ELE, O CRISTO
Fez-se humano, Ele que é luz estelar, para que pudesse entre nós trafegar e cantar o Seu verbo de luz.

Fez-se simples, Ele que conhece e compreende toda a complexa e grandiosa estrutura do Universo e as Leis do Criador.

Exemplificou a humildade, mesmo tendo em Suas mãos o destino de todo o planeta.

Quando tantos esperavam o conquistador, Ele veio ser servo de todos, amparando as mazelas humanas, curando as feridas da alma, sustentando as necessidades do Espírito.

Quando muitos queriam o Messias Rei, Ele se fez operário, filho de carpinteiro, vindo de um vilarejo simples, quase desconhecido, para que Seu verbo de luz conquistasse os corações.

Quando outros anelavam pelas conquistas terrenas, pelos tesouros que brilham aos olhos, Ele apontava para as riquezas da alma.

Quando muitos elegiam a beleza, a fama, as ilusões do mundo, Ele estava com os coxos, leprosos, cegos e estropiados, do corpo e da alma, mostrando a transitoriedade da vida física.

Quando tantos se perdiam em tradições e regras vazias, Ele dava novo significado às coisas e aos atos, ensinando que o exterior nada significa se não reflete o mundo interior, esse sim, de grande importância.

Trafegava entre poderosos, ricos e intelectuais, mas também entre os simples, os analfabetos e os pobres, pois via a todos como almas em evolução, Seus irmãos, filhos de Deus.

Se tantos elegiam as armas, a guerra e a morte como ferramentas de conquista e usurpação, Ele veio conquistar o mundo, sem nada usurpar, falando e vivenciando o amor, na sua mais alta expressão.

Se à época foi incompreendido, preterido ou ignorado por muitos, não foram poucos aqueles que se deixaram tocar pela Sua presença, e nunca mais voltaram a ser os mesmos.

Naqueles dias, grassava a violência, a barbárie e as injustiças. Não muito diferente dos dias de hoje.

Naqueles dias, o poder, o dinheiro e as glórias externas eram o desejo e ambição dos homens. Tal e qual nos dias que hoje transcorrem.

Se a tecnologia, filha do intelecto, transformou o mundo, nós ainda continuamos praticamente os mesmos.

O amor, filho do coração, ainda aguarda espaço para surgir em nós e nos transformar intimamente, para que o mundo então se transforme efetivamente.

Somos todos nós ainda, os cansados e aflitos que Ele aguarda, pacientemente, para nos amparar.

Somos ainda os estropiados, não do corpo, mas da alma, necessitados dEle para a nossa cura definitiva.

Somos aqueles, de alma sofrida, pelas opções infelizes que fizemos, agora sedentos da Sua paz.

E ainda hoje Ele nos aguarda, para que, cansados das ilusões da vida, possamos tê-lO efetivamente, como o Caminho, a Verdade e a Vida.

* * *

Jesus Cristo é sempre a melhor resposta para todas as nossas necessidades, anseios e carências.
Como há mais de dois mil anos, Ele prossegue como o pastor fiel, o jardineiro das almas, nosso Mestre e Senhor.

Não nos percamos nos labirintos do mundo, entre a incerteza e a solidão. Entreguemos nossas vidas ao amor não amado e sintamos os benefícios da Sua presença em nós.

Façamos isso.

Redação do Momento Espírita.
Em 29.12.2012.


Grandes homens, grandes gestos

Ela era uma garota como tantas outras da sua idade. Alimentava os sonhos com os raios da esperança dos seus onze anos incompletos.

Feliz, vivia entre o carinho dos pais no lar, as travessuras com os irmãos, a escola e o círculo de amigos.

Um dia, contudo, sentiu-se muito mal e foi levada ao hospital. Depois de dias de internamento, exames especializados e muita medicação, veio o diagnóstico: ela era portadora de câncer nos pulmões.

Os médicos pensaram em submetê-la a uma cirurgia para extração dos nódulos cancerígenos, mas verificaram ser inviável.

Começaram, então, as sessões incômodas de quimioterapia. Vendo-a definhar, a olhos vistos, os pais imaginaram que a criança poderia ter algum grande desejo que deveria ser realizado, antes de sua morte.

E ela tinha um grande sonho, sim. Era conhecer a Casa Branca, na capital americana. Os pais procuraram uma agência, dessas do tipo Ilha da Fantasia, que se esmera em realizar sonhos das pessoas e conseguiram, afinal, que a pequena visitasse a Casa Branca.

Já bastante debilitada pela enfermidade, ela foi conduzida pelos pais, em uma cadeira de rodas até a Casa Branca.

Adentrou-a, emocionada. Era dali, daquele local que emanavam as ordens, as leis que regiam a grande nação americana.

Ela visitou várias salas, sendo-lhe explicado o que acontecia em cada uma delas. Até que, finalmente, chegaram ao salão oval.

Ela não se cansava de admirar cada detalhe e seus olhos brilhavam na face pálida e cansada. Por alguns instantes, seus pais a deixaram a sós.

Então, uma porta especial se abriu e um homem de passos firmes caminhou até ela. Quando chegou bem à sua frente, ajoelhou-se e lhe tomou as mãos miúdas entre as suas.
Os olhos claros e profundos do homem ajoelhado penetraram os da pequena doente que, ao descobrir que se encontrava frente ao Presidente dos Estados Unidos, abriu os lábios num sorriso trêmulo e balbuciou:

Senhor Presidente, é uma honra conhecer o senhor.

Ao que ele, com a voz tomada pela emoção, respondeu:

De forma nenhuma. A honra é toda minha em conhecer uma jovem americana tão corajosa como você. Você tem apenas onze anos e na sua dificuldade de saúde está dando uma grande lição de coragem e de civismo.

* * *

Todos os grandes homens sabem avaliar com exatidão a importância dos pequenos gestos. Todos os grandes homens administram, de tal forma, o seu tempo que podem dispor de alguns minutos para atender um sonho infantil, saciar um grande desejo de uma garotinha prestes a morrer.

Todos os grandes homens conhecem a importância das pequenas coisas.

Foi por esse motivo que Jesus, o Mestre Incomparável, para as Suas lições magistrais, se serviu das coisas pequenas, muitas vezes esquecidas, como a erva do campo, os lírios, moedas, ovelhas, redes e peixes.

E testificou a Sua grandeza acarinhando as crianças do povo, num final de tarde inesquecível,
atraindo-as para Si e pedindo: Deixai vir a mim as criancinhas.



Redação do Momento Espírita, com base em
documentário televisivo de 15.03.2001.
Em 27.12.2012.

MENSAGENS DE HAMED

 

Tuas Dores

Não vejas a dor como castigo divino, mas sim, como lição a ser aprendida.

Deus não castiga a ninguém, perdoa incondicionalmente a tudo e a todos.

As leis divinas não são de reprimenda e mortificação, mas sim, amorosas e instrutivas.

Tuas dores, porém, são criações de tuas atitudes e pensamentos negativos.

Renova tuas idéias, pensando no bem maior e terás tuas dores amenizadas cada vez mais.

Quem te pune é tu mesmo, quem te constrange são teus atos deseducativos frente à vida.

Reeduca-te com a visão dos ensinamentos universais e entrarás no fluxo da paz e bonança.

Paz a todos.
 
                                                                          Hammed


"Tenhamos em mente
que não somos o que que os
outros pensam e, muitas vezes
nem mesmo o que pensamos ser.
Mas somos, verdadeiramente, o que
sentimos. Aliás, os sentimentos revelam
nosso desempenho no passado,
nossa atuação no presente e
nossa potencialidade no futuro."
HAMMED - Francisco do espírito Santo Neto

NINGUÉM E SUFICIENTEMENTE PERFEITO



VOLTAIRE

PAIS E FILHOS



Pais e Filhos - Companheiros de Jornada


Ser perfeito não é se encaixar num molde de pessoa ideal.
Calunga*

Boa parte de nossas vidas vivemos de imaginar papéis e de tentar vivê-los, de atribuir papéis aos que nos cercam, e esperar que os vivam. Isto é ainda mais evidente quando se fala de pais e filhos.
A maioria dos pais e mães tem uma imagem de paternidade e de maternidade construída ao longo dos milênios e do processo educativo e social, das influências da mídia e dos pais que teve, e projeta para si um ideal de conduta perante os filhos. Mesmo quando discordamos dos pais que tivemos e decidimos adotar outras maneiras de agir, ainda assim não podemos negar que o que fazemos tem relação com o que fizeram.
Muito do que projetamos para nós também tem a ver com o modo como queremos ser vistos no nosso círculo de relações (família, colegas, amigos): cuidadosos, previdentes, interessados no bem-estar e no futuro dos filhos.
Mas se pararmos para pensar no papel de pai que decidimos viver, encontraremos nele certas características: é afetuoso ou distante, preocupado ou laissez-faire, flexível ou autoritário, exigente ou liberal...
E este papel assumido, além de não ser garantia de que nos tornamos bons pais, nem sempre tem a ver com o modo como realmente sentimos, dentro de nós.
Bem nos lembrava J.A. Gaiarsa, em Minha Querida Mamãe (Ed. Gente), de que as famílias funcionam muito mais a partir das expectativas e imposições entre seus membros que da percepção de si mesmo e do outro. Definimos deveres recíprocos e isto nos poupa de olhar olho no olho, de prestar atenção na criatura que vive conosco, de observar se ela é feliz e se nós mesmos estamos felizes com o modo de vida que adotamos.
Pensamos, por exemplo, em proporcionar cultura, diplomas, bens, como sendo grande parte da função dos pais. E imaginamos que os bens e os diplomas que vamos deixar para ele vão substituir as inúmeras horas de convivência que passamos tensos ou indiferentes às suas necessidades. Contudo, pensando melhor, vemos que a posse de coisas e o saber acadêmico não substituem a realização interior que deve acompanhá-los, e que eles podem descobri-la conosco, observando nosso modo de lidar com nossos bens e conhecimentos. No entanto, como fazemos isto?...
E no relacionamento familiar? Será que interiorizamos clichês do tipo: mãe de verdade faz assim, pai que é pai jamais permitiria tal coisa? E economizamos nossa sensibilidade, tantas vezes embotada por falta de uso, aplicando jargões num terreno que é dos mais importantes de nossas vidas: na educação de nossas crianças. E ainda usamos tais frases, freqüentemente, acompanhadas de: que diriam nossos amigos ou vizinhos, se agíssemos diferente?...
Talvez seja hora de nos preocuparmos menos com o que pensam os outros e de tentar compreender o que pensam os nossos filhos.
De entrar em contato com o que realmente sentimos ser bom para nós e para nossa família. De checar nossas crenças arraigadas e antigas, se todas continuam valendo.
De verificar que temos inseguranças e incertezas como qualquer ser humano e não precisamos ter vergonha de assumi-las abertamente.
Pais nem sempre tem razão. Pais podem eventualmente não saber que atitude tomar. Pais sempre podem pensar melhor sobre o que foi dito. Pais podem aprender algo com seus filhos. Podem reconsiderar sem perder a autoridade e o respeito.
Que neste 2005, se posso desejar isto, desejo que todos estes pais que vêm sofrendo para caberem num ideal de pai e de mãe onisciente e previdente, sempre seguro e dono da verdade, despertem para a verdade.
O preço mínimo desta ilusão é a hipocrisia e o distanciamento, e certamente não desejamos pagá-lo. Afinal, nossos filhos até podem encontrar ombros e ouvidos em muitos lugares, felizmente. Mas se lhes perguntássemos, saberíamos que eles prefeririam ter os ombros e ouvidos, a atenção, a compreensão e o carinho de seus pais.

*Em Pensamentos que Resolvem, Ed. GIL.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O FILHO DO HOMEM

O Filho do Homem

 


Aparec
eu um homem, entre esses milhões de habitantes terrestres...
E esse
homem veio tornar-se o centro da história da humanidade.
Não fez descobertas nem invenções, não derrotou exércitos nem escrev
eu livros - esse homem singular.
Não fez
nada daquilo que a outros homens garante a imortalidade entre os mortais - o que nele havia de maior era ele mesmo...
Pelo ano do s
eu nascimento datam todos os povos cultos a sua cronologia.
Possuía esse
homem exímios dotes de inteligência - e infinita delicadeza de coração.
A sua vida se resume numa epopéia de
divino poder - e num poema de humano amor.
Havia na vida desse
homem uma pátria e uma família - mas também um exílio e uma solidão.
Havia
apóstolos - e apóstotas...
Brincava nos caminhos desse
homem a mais bela das primaveras - e espreitava-lhe os passos a mais negra das mortes.
Esse
homem vivia num mundo - mas não era do mundo...
Quando ch
egou, "não havia lugar para ele na estalagem" - e quando partiu, só havia lugar numa cruz, entre o céu e a terra.
Esse
homem não mendigava amor - mas todas as almas boas o amavam...
Era amigo do silêncio e da solidão - mas não conse
guia fugir ao tumulto da sociedade, porque "todos o procuravam"...
Irresistível era o fascínio de sua
personalidade - inaudita a potência das suas palavras...
Todos sentiam o envolvente ministério da sua presença - mas ninguém sabia definir esse estranho
magnetismo...
Era uma luminosa escuridão - esse
homem...
Não bajulava a nenhum poderoso - e não espezinhava nenhum miserável...
Diáfano como um cristal era o s
eu caráter - e, no entanto, é ele o maior mistério de todos os séculos...
Poeta algum val
eu exaurir-lhe as profundezas...
Esse
homem não repudiava Madalenas nem apedrejava adúlteras - mas lançava às penitentes palavras de perdão e de vida...
Não abandonava ovelhas desgarradas nem filhos
pródigos - mas cingia nos braços a estes e levava aos ombros aquelas...
Esse
homem não discutia - falava simplesmente...
Não esmiuçava palavras nem contava sílabas e letras, como os rabis do s
eu tempo - mas rasgava imensas perspectivas de verdade e beatitude...
Por isso diziam os homens, felizes e estupe
fatos: "Nunca ninguém falou como esse homem fala!"...
Para ele, não era o esquife o ponto final da
existência - mas o berço para a vida verdadeira...
Por isto, vivem por ele e para ele os melhores dentre os filhos dos homens - porque a
doram nesse homem o homem ideal, o homem-Deus...

MENSAGENS DO MOMENTO ESPÍRITA










Filho do Universo


Eis as linhas de um manuscrito encontrado numa igreja em Boston, por volta do ano de 1644.
“Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.
Tanto quanto possível, sem humilhar-se, viva em
harmonia com todos os que o cercam.
Fale a sua
verdade mansa e calmamente e ouça os outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes – eles também têm sua própria história.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores.
Você merece estar aqui e mesmo que você não possa
compreender, a terra e o universo vão cumprindo o seu destino.
Evite as
pessoas agressivas e transtornadas, elas afligem nosso espírito.
Se você se comparar com os outros, você se tornará presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém
inferior e alguém superior a você. Viva intensamente o que já pode realizar.
Mantenha-se interessado em s
eu trabalho, ainda que humilde – ele é o que de real existe ao longo do tempo.
Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na des
crença a virtude existirá sempre.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores.
Você merece estar aqui, e mesmo que ainda não possa
compreender, a terra e o universo vão cumprindo seu destino.
Muita gente luta por altos ideais e em toda p
arte a vida está cheia de heroísmos.
Seja você mesmo, principalmente, não simule afeição, nem seja descrente do
amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto, ele é tão perene como a relva.
Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores.
Você merece estar aqui, e mesmo que ainda não possa
compreender, a terra e o universo vão cumprindo seu destino.
Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas seja compreensível com os impulsos inova
dores da juventude.
Alimente a
força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários – muitos temores nascem do cansaço e da solidão.
E a despeito de uma rotina rigorosa, seja gentil consigo mesmo. Portanto esteja em paz com D
eus, como quer que você o conceba. E quaisquer sejam seus trabalhos e aspirações na fatigante jornada da vida, mantenha em paz a própria consciência.
Acima da falsidade, dos desencantos e agruras, o mundo ainda é bonito – seja prudente.”

Sentir-se filho do universo, é sentir-se seguro, sabendo que uma
força maior rege nossas vidas, nossas relações, através de leis perfeitas e justas.
Sentir-se irmão das estrelas e das árvores é
perceber-se parte de uma natureza sublime, grandiosa, que guarda em seu íntimo objetivos maravilhosos.
E um dia, há muitos e muitos anos, um Sublimado Irmão das estrelas e das árvores, falou exatamente sobre isso dizendo:
“Não vos inquieteis por saber onde achareis o que comer para sustento da vossa vida, nem de onde tirareis vestes para cobrir o vosso corpo. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que as vestes?
Observai os pássaros do
céu: não semeiam, não ceifam, nada guardam em celeiros; mas, vosso pai celestial os alimenta. Não sois muito mais do que eles? E qual, dentre vós, o que pode, com todos os seus esforços, aumentar de um côvado a sua estatura?
Por que, também, vos inquietais pelo vestuário? Observai como crescem os lírios dos campos: não trabalham, nem fiam; entretanto,
eu vos declaro que nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Ora, se Deus tem o cuidado de vestir dessa maneira a erva dos campos, que existe hoje e amanhã será lançada na fornalha, quanto maior cuidado não terá em vos vestir, ó homens de pouca !”


















Nunca Desista de Seu Filho


Um tipo está se tornando comum nas famílias de hoje: aquele jovem de cabelos caídos sobre os olhos, calças largas com o fundo na altura dos joelhos, camisa folgada e o olhar voltado para o chão.
Num estranho paradoxo, ao tempo em que não quer ser notado, chama
atenção pela forma de se vestir e se comportar.
Afinal de contas, como entendê-los? Como se aproximar desse jovem que tenta se isolar do mundo embora se movimente em meio aos demais familiares?
Ele quase não fala. Emite monossílabos, afirmando ou negando, quando questionado sobre algum assunto que lhe diz respeito.
Embora difíceis de entender e de amar, são jovens que de alguma forma estão pedindo socorro, desejam que alguém os ajude a sair da concha na qual se colocaram na tentativa de fugir da
realidade.
Apesar da situação difícil, os pais conscientes não deixam de semear no solo da
inteligência deles e esperam que um dia suas sementes germinem.
Durante a espera pode haver desolação, mas, se as sementes são boas, um dia germinarão, mesmo que os filhos tomem o caminho das drogas, desrespeitem a vida e não parem em empr
ego algum.
Talvez alguns pais estejam vivendo uma situação dessas.
S
eus filhos estão vivendo profundas crises. Eles recusam um tratamento e são indiferentes às lágrimas das pessoas que os amam.
O que fazer, então? Desistir deles? Certamente não, mas comportar-se como o pai do filho
pródigo.
O filho desistiu do pai, mas o pai nunca desistiu do filho.
O filho partiu, mas o pai aguardou. O pai esperava diariamente que ele aprendesse na escola da vida as lições que não aprend
eu com seus conselhos amorosos.
Por fim, a grande vitória. A
dor rompeu a casca das sementes que o pai plantou e lapidou silenciosamente a personalidade do filho.
Ele voltou. Adquiriu profundas cicatrizes na
alma, mas estava mais maduro e experiente. O pai não condenou o filho injusto, mas fez-lhe uma grande festa.
Ninguém compreend
eu. Mas não é necessário, pois o amor é incompreensível.
Seguindo o exemplo do pai do filho
pródigo, citado na parábola, jamais deveremos abandonar a batalha da educação.
Podemos chorar, mas jamais desanimar.
Podemos nos ferir, mas jamais deixar de lutar.
Devemos ver o que ninguém vê. Enxergar um tesouro so
terrado nas rústicas pedras do coração dos nossos filhos indiferentes.
Nunca desista de s
eu filho!
Quanto mais rebelde, mais necessita do s
eu aconchego.
É sempre
bom lembrar que sob essa aura de rebeldia do jovem ou do adolescente, tem uma criança frágil pedindo socorro.
Se os pais desistirem dele, quem lhe dará
atenção e carinho?
Quem irá recebê-lo quando, um dia, açoitado pelas tempestades da vida ele retornar, sofrido, com profundas cicatrizes na
alma, mas ainda menino?
Sim, aquele menino que um dia você segurou nos braços com tanta ternura...
Pense nisso, e nunca desista de s
eu filho!













Meu Filho e as Manhãs


Hoje pela manhã, como de costume, antes de sair para trabalhar, visitei o quarto de m
eu filho.

Considero uma espécie de ritual sagrado de todas as manhãs: chegar
bem perto de seu berço, ajeitar sua coberta com cuidado, aninhá-lo com carinho para que não se descubra.

Passo então minhas mãos, algumas vezes, sobre s
eus cabelos macios, e digo em pensamento: “Como eu te amo!”

Ele nor
malmente se move com suavidade, como se reagisse de alguma forma ao estímulo externo durante o sono.

Continua ali, em silêncio, em paz, preparando s
eu corpinho e sua alma para mais um dia de descobertas felizes.

Despeço-me, procurando não fazer ruídos, e saio porta afora com a
alma leve, pronto para enfrentar mais um dia no mundo.

Da próxima vez que o vir, mais tarde, ele já estará desperto, correndo pela casa, brincando com s
eus carrinhos, e irá me conceder mais uma alegria: a de receber seu sorriso, que sem dizer nada, diz tudo.

Por mais que alguns dias sejam difíceis, por mais que as batalhas sejam ferrenhas e desgastantes, tudo se ac
alma, tudo se conforta naquele sorriso.

Os sorrisos de criança têm um poder quase mágico, e os de nossos filhos mais ainda.

Eles parecem querer nos fazer
perceber que, por mais que a vida seja tormentosa, cheia de pequenos e grandes espinhos que provocam dor, muita alegria ainda existe.

Por mais que neste exato instante existam “n”
pessoas desejando não mais viver, se enfraquecendo nas lutas, desejando desistir, existem outras tantas almas agradecendo pela vida, num júbilo contagiante.

E tenho certeza de que “ser pai” é mais um desses motivos de
alegria plena, de gratidão a Deus, e mais uma das muitas razões que temos para continuar sempre, sem desistir.

M
eu filho e as manhãs me ensinam sempre esta lição preciosa, a da renovação, do renascimento da água e do Espírito.

Muitos pais se queixam de não terem visto s
eus filhos crescerem.

Passa tão rápido! Não me lembro mais! – são expressões que ouv
imos com frequência.

Será que estamos atentos aos nossos filhos como deveríamos estar? Será que passa tão rápido assim, a ponto de guardarmos tão poucas lembranças?

Ou há alguma coisa errada com o tempo, ou há alguma coisa errada conosco.

Seria tão
bom poder ouvir de um pai, de uma mãe: Lembro-me de cada nova conquista, de cada dia da infância, de cada nova palavra...

Seria tão
bom poder ouvir: Curti cada dia ao seu lado, meu filho, quando você era pequenino, como se fosse o último. Não perdi oportunidade alguma junto a você.

Aproveitemos o tempo junto a eles, em qualquer idade, em qualquer condição de vida.

Curtamos a
existência ao seu lado, anotando no coração cada beleza, cada nova descoberta, tirando fotografias com a alma – registrando no íntimo do ser cada sorriso em seu rosto.


MENSAGENS DE EMMANUEL







Modo de Fazer
De modo que haja em vós o mesmo
sentimento que houve também em Cristo Jesus
(Paulo – Filipenses 2:5)

Todos fazem alguma coisa na vida humana, mas raros não voltam à carne para desfazer quanto fizeram. Ainda mesmo a criatura ociosa, que passou o tempo entre a inutilidade e a preguiça, é constrangida a tornar à luta, a fim de desintegrar a rede de inércia que teceu ao redor de si mesma.

Somente constrói, sem necessidade de reparação ou corrigenda, aquele que se inspira no padrão de Jesus para criar o bem. Fazer algo em Cristo é fazer sempre o melhor para todos: Sem expectativa de remuneração. Sem exigências. Sem mostrar-se. Sem exibir superioridade. Sem tributos de reconhecimento. Sem perturbações.


Em todos os passos do Divino Mestre, vemo-lo na ação incessante, em favor do indivíduo e da coletividade, sem prender-se. Da carpintaria de Nazaré à cruz de Jerusalém, passa fazendo o bem, sem outra paga além da alegria de estar executando a Vontade do Pai.

Exalta o vintém da viúva e louva a fortuna de Zaqueu, com a mesma serenidade. Conversa amorosamente com algumas criancinhas e multiplica o pão para milhares de pessoas, sem alterar-se. Reergue Lázaro do sepulcro e caminha para o cárcere, com a atenção centralizada nos Desígnios Celestes.

Não te esqueças de agir para a felicidade comum, na linha infinita dos teus dias e das tuas horas. Todavia, para que a ilusão te não imponha o fel do desencanto ou da soledade, ajuda a todos, indistintamente, conservando, acima de tudo, a glória de ser útil, de modo que haja em nós o mesmo sentimento que vive em Jesus Cristo.

Livro: Fonte Viva

Autor: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier









Em Todos os Caminhos
Seja qual seja a experiência, convence-te de que Deus está conosco em todos os caminhos.
Isso não significa omissão de responsabilidade ou exoneração da incumbência de que o Senhor nos revestiu. Não há consciência sem compromisso, como não existe dignidade sem lei.
O peixe mora gratuitamente na água, mas deve nadar por si mesmo. A árvore, embora não pague imposto pelo solo a que se vincula, é chamada a produzir conforme a espécie.
Ninguém recebe talentos da vida para escondê-los em poeira ou ferrugem.
Nasceste para realizar o melhor. Para isso, é possível te defrontes com embaraços naturais ao próprio burilamento, qual a criança que se esfalfa compreensivelmente nos exercícios da escola. A criança atravessa as provas do aprendizado sob a cobertura da educação que transparece do professor. Desempenhamos as nossas funções com o apoio de Deus.
Se o conhecimento exato da Onipresença Divina ainda não te acode à mente necessitada de fé, pensa no infinito das bênçãos que te envolvem, sem que despendas mínimo esforço. Não contrataste engenheiros para a garantia do Sol que te sustenta e nem assalariaste empregados para a escavação de minas de oxigênio na atmosfera, a fim de que se renove o ar que respiras.
Reflete, por um momento só, nas riquezas ilimitadas ao teu dispor nos reservatórios da natureza e compreenderás que ninguém vive só.

Confia, segue, trabalha e constrói para o bem. E guarda a certeza de que, para alcançar a felicidade, se fazes teu dever, Deus faz o resto.


Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier




Da Segurança Íntima
Se cumpres o teu dever e não aspiras a outro
prêmio que não seja a consciência tranqüila,
quem te poderá fazer o mal, se procuras
somente o bem?



Pense nisso, atendendo a isso, e verificarás que a
segurança íntima reside em ti mesmo, qual
acontece à paz da alma, que vem a ser
patrimônio de cada um.



Autor: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Benção de Paz

Estímulo Fraternal
“O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória,
por Cristo Jesus.”- Paulo. (Filipenses, 4:19.)

Não te julgues sozinho na luta purificadora, porque o Senhor suprirá todas as nossas necessidades.

Ergue teus olhos para o Alto e, de quando em quando, contempla a retaguarda.

Se te encontras em posição de servir, ajuda e segue.

Recorda o irmão que se demora sem recursos, no leito da indigência.

Pensa no companheiro que ouve o soluço dos filhinhos, sem possibilidades de enxugar-lhes o pranto.

Detém-te para ver o enfermo que as circunstâncias enxotaram do lar.

Pára um momento, endereçando um olhar de simpatia à criancinha sem teto.

Medita na angústia dos desequilibrados mentais, confundidos no eclipse da razão.

Reflete nos aleijados que se algemam na imobilidade dolorosa.

Pensa nos corações maternos, torturados pela escassez de pão e harmonia no santuário doméstico.

Interrompe, de vez em quando, o passo apressado, a fim de auxiliares o cego que tateia nas sombras.

É possível, então, que a tua própria dor desapareça aos teus olhos.

Se tens braços para ajudar e cabeça habilitada a refletir no bem dos semelhantes, és realmente superior a um rei que possuísse um mundo de moedas preciosas, sem coragem de amparar a ninguém.

Quando conseguires superar as tuas aflições para criares a alegria dos outros, a felicidade alheia te buscará, onde estiveres, a fim de improvisar a tua ventura.

Que a enfermidade e a tristeza nunca te impeçam a jornada.

É preferível que a morte nos surpreenda em serviço, a esperarmos por ela numa poltrona de luxo.

Acende, meu irmão, nova chama de estímulo, no centro da tua alma, e segue além...Sê o anjo da fraternidade para os que te seguem dominados de aflição, ignorância e padecimento.

Quando plantares a alegria de viver nos corações que te cercam, em breve as flores e os frutos de tua sementeira te enriquecerão o caminho.

Autor: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Fonte Viva


















Imunização Espiritual
Se te decides, efetivamente, a imunizar o coração contra as influências do mal, é necessário te convenças:

que todo minuto é chamamento de Deus à nossa melhoria e renovação
que toda pessoa se reveste de importância particular em nosso caminho;
que o melhor processo de receber auxílio é auxiliar em favor de alguém;
que a paciência é o principal ingrediente na solução de qualquer problema;
que sem amor não há base firme nas construções espirituais;
que o tempo gasto em queixa é furtado ao trabalho;
que desprezar a simpatia dos outros, em nossa tarefa, é o mesmo que pretender semear um campo sem cogitar de lavrá-lo;
que não existem pessoas perversas e sim criaturas doentes a nos requisitarem amparo e compaixão;
que o ressentimento é sempre foco de enfermidade e desequilíbrio;
que ninguém sabe sem aprender e ninguém aprende sem estudar;
e que em suma, nos basta pedir aos céus, através da oração, para que baixem à Terra, mas também cooperar, através do serviço ao próximo, para que a Terra se eleve igualmente para os Céus.

Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier





DIANTE DA PERFEIÇÃO

 

“Sede perfeitos como Nosso Pai Celestial!”

Esta foi a advertência do Senhor ao nosso coração de aprendizes. Todavia, à maneira do verme, contemplando a estrela longínqua, sabemos quão imensa é a distância que nos separa da meta.

Impedimentos, compromissos e inibições fluem do nosso “ontem”, asfixiando-nos, a cada momento de hoje, o anseio de movimentação para a luz.

Entretanto, se ainda nos situamos tão longe do justo aprimoramento que nos integrará na magnificência divina, é imperioso começar a grande romagem, oferecendo ao avanço as melhores forças.

Ninguém exige sejas de imediato o paradigma do amor que o Mestre nos legou, mas podes ser, desde agora, o cultor da compreensão e da gentileza dentro da própria casa.

Ninguém te pede a renúncia integral aos bens que te enriquecem os dias terrestres, no entanto, podes doar, de improviso, a migalha de que te sobre ao conforto doméstico, em auxílio ao companheiro necessitado.

Ninguém esperas desempenhes, ainda hoje, o papel de herói na praça pública, mas podes calar, sem detença, a palavra escura ou amargosa capaz de emergir de teu coração para os lábios.

Ninguém aguarda sejas o remédio para todas as doenças, entretanto, ainda hoje, podes ser a enfermagem diligente, balsamizando as úlceras dos enfermos relegados ao abandono.

Ninguém te solicita prodígios, em manifestações prematuras de , mas podes ser, sem delonga, o reconforto que ampare a quantos atravessam as sarças do caminho.

Lembra a semente que te regala o corpo e aprendamos a começar.

A planta que era ontem simples promessa, hoje é garantia do pão que te supre a mesa.

As maiores e mais famosas viagens iniciam-se de um passo.

Esforcemo-nos por fazer o melhor ao nosso alcance, desde agora, e a perfeição ser-nos-á, um dia, preciosa fonte de bênções, descortinando-nos o porvir.

EMMANUEL

  
Alegoria representando o médium Chico Xavier, psicografando uma mensagem de Emmanuel.
Emmanuel é o nome dado pelo médium espírita brasileiro Chico Xavier ao espírito a que atribui a autoria de boa parte de suas obras psicografadas. Esse espírito era apontado por Chico Xavier como seu orientador espiritual.
Há também um livro homônimo de Chico Xavier que leva a assinatura de Emmanuel, publicado em 1938.
A obra mediúnica atribuída a Emmanuel é composta por dezenas de livros, muitos deles traduzidos para diversos idiomas. São romances históricos, livros de aconselhamento espiritual, obras de exegese bíblica, etc.

Histórico

Chico Xavier afirma ter visto Emmanuel pela primeira vez em 1931, enquanto psicografava Parnaso de Além-Túmulo, sua primeira obra mediúnica. Ao ser questionado sobre sua identidade, o espírito teria respondido:
"Descansa! Quando te sentires mais forte, pretendo colaborar igualmente na difusão da filosofia espírita. Tenho seguido sempre os teus passos e só hoje me vês, na tua existência de agora, mas os nossos espíritos se encontram unidos pelos laços mais santos da vida e o sentimento afetivo que me impele para o teu coração tem suas raízes na noite profunda dos séculos..."
Segundo declaração de Chico Xavier, Emmanuel fora um senador romano contemporâneo de Jesus, chamado Públio Lentulus Cornélio.
Ainda segundo o médium mineiro, em participação no programa "Pinga Fogo", da extinta TV Tupi, em 1971[1], Emmanuel teria sido, numa antiga encarnação, o padre português Manuel da Nóbrega.
Em entrevista, Chico Xavier disse certa vez: "Emmanuel tem sido para mim um verdadeiro pai na Vida Espiritual, pelo carinho com que me tolera as falhas e pela bondade com que repete as lições que devo aprender"[2].

Livros espíritas sobre Públio Lentulus Cornélio

  • Há 2000 Anos...
  • 50 Anos Depois

Algumas mensagens de Emmanuel

"Se o gládio da morte violenta te busca o lar, faze silêncio e confia-te ao tempo, o médico invisível que nos restaura as energias do coração. Não blasfemes, nem desesperes. Aguarda o Amparo Celestial, mantendo a certeza de que tudo aquilo que hoje ignoras, amanhã saberás."
"Que fazemos no mundo? Tantas vezes pergunta. Fita o céu ocupado, Em dar campos às estrelas. Olha a fonte mais simples, Amparando a quem passa. Não te detenhas. Serve a Terra em construção. Auxilia, abençoa, suporta, ajude e passe. Ama e segue. Não temas, Deus te espera e te vê."
"Mas, Ele mesmo vestiu a túnica da humildade, calçou as sandálias da pobreza total e construiu com os instrumentos do amor perfeito e da dedicação absoluta uma Era inolvidável que o tempo não consome nem a Humanidade esquece... Foi supliciado e permaneceu confiante. Esteve afligido e demorou-se confiante. Ficou abandonado e continuou confiante. Morto e ressurgido como claro Sol depois de noite espessa, voltou confiante à Vida. Por isso Ele é a esperança. "
"Amas, talvez, a muitos Que ainda não te entendem. Continua a serví-los, Mesmo a longa distância. Não te encontras no mundo A fim de consertá-los. Nossa maior tarefa É a corrigenda em nós. Se te ferem ou atacam, Ora por todos eles. Deus cuidará dos outros, Como zela por nós."
A felicidade não entra em portas trancadas.
A felicidade real começa em fazer a felicidade dos outros.
A felicidade real é uma casa que se constrói por dentro da própria alma.
A fonte do bem é inesgotável. Tarefa aceita - responsabilidade confirmada. (Marco Prisco)
A frase construtiva e generosa é princípio de solução nos mais complicados processos de sofrimentos.
A frase de esperança é um jorro de luz. (Emmanuel - Chico Xavier, do livro: COMPANHEIRO)
A herança da liberdade pertence ao dever cumprido.
A herança quase sempre é um suplício para quem parte e uma tentação para quem fica.
A hora que passa é preciosa demais para que lhe percamos a grandeza.
A humildade é a chave de nossa libertação. (Emmanuel - Chico Xavier, do livro: LUZ NO LAR).
A humildade é o ingrediente oculto sem o qual o pão da vida amarga invariavelmente na boca.
A idéia forma a condição; a condição produz o efeito; o efeito cria o destino.
A indulgência é a fonte que lava os venenos da culpa.
A inércia constante é a descida para a exaustão com bilhete para o comboio da enfermidade em direção da morte.
A inércia é simplesmente ilusão e a preguiça é fuga que a Lei pune com as aflições da retaguarda.
A ironia pode ser engraçada e agradável para quem a faz, mas pode magoar tanto que sua graça converte-se em mágoa profunda em quem a recebe.
A juventude pode ser comparada à esperançosa saída de um barco para viagem importante.
A Lei não nos confia problemas de trabalho superiores à nossa capacidade de solução. (Deus não coloca fardos pesados em ombros fracos).
A liberdade é a raiz da vida consciente; no entanto, a cada passo urdimos entraves e impedimentos para nós mesmos.
A maior revelação de teu amor aparece brilhando quando permites que o Cristo em ti e contigo possa amar e servir aos outros sem procurar saber quem são e como são. (Emmanuel, Do livro: "Recados do Além")


O SÁBIO

O sabio nunca diz tudo

PRECE DE EUSÉBIO DE ANDRÉ LUIZ





 









Senhor da Vida,
Abençoa-nos o propósito
De penetrar o caminho da Luz!...
Somos Teus filhos,
Ainda escravos de círculos restritos,
Mas a sede do Infinito
Dilacera-nos os véus do ser.
Herdeiros da imortalidade,
Buscamo-Te as fontes eternas,
Esperando, confiantes, em Tua misericórdia.
De nós mesmos, Senhor, nada podemos,
Sem Ti, somos frondes decepadas
Que o fogo da experiência
Tortura ou transforma...
Unidos, no entanto, ao Teu Amor,
Somos continuadores gloriosos
De Tua Criação Interminável.
Somos alguns milhares
Neste campo terrestre;
E, antes de tudo,
Louvamos-Te a grandeza
Que não nos oprime a pequenez...
Dilata-nos a percepção diante da vida,
Abre-nos os olhos
Enevoados pelo sono da ilusão,
Para que divisemos Tua glória sem fim!...
Desperta-nos docemente o ouvido,
A fim de percebermos o cântico
De Tua sublime eternidade.
Abençoa as sementes de sabedoria
Que os teus mensageiros esparziram
No campo de nossas almas;
Fecunda-nos o solo interior,
Para que os divinos germens não pereçam.
Sabemos, Pai,
Que o suor do trabalho
E a lágrima da redenção
Constituem adubo generoso
À floração de nossas sementeiras;
Todavia,
Sem Tua bênção,
O suor enlanguece
E a lágrima desespera...
Sem Tua mão compassiva,
Os vermes das paixões
E as tempestades de nossos vícios
Podem arruinar-nos a lavoura incipiente...
Acorda-nos, Senhor da Vida,
Para a luz das oportunidades presentes;
Para que os atritos da luta não as inutilizem,
Guia-nos os pés para o supremo bem;
Reveste-nos o coração
Com a Tua serenidade paternal,
Robustecendo-nos a resistência!
Poderoso Senhor,
Ampara-nos a fragilidade,
Corrige-nos os erros,
Esclarece-nos a ignorância,
Acolhe-nos em Teu amoroso regaço.
Cumpram-se, Pai Amado,
Os Teus desígnios soberanos,
Agora e sempre.
Assim seja.
ANDRÉ LUIZ
(Do livro No Mundo Maior, cap. 1, FCX, edição FEB)